Em janeiro de 2012, a participação global de mercado do Windows superava 82%. Os dispositivos móveis já haviam iniciado seu avanço, mas o domínio do sistema operacional da Microsoft era contundente. Meia década depois, as regras do jogo são muito diferentes. Redmond nunca entendeu o espaço móvel, fracassou em mais de uma oportunidade com suas iniciativas e deixou tudo pronto para que o Android se tornasse a plataforma mais usada do planeta, alimentada por gadgets baratos e pela explosão asiática.
Se você vai comprar um dispositivo móvel, é muito provável que a primeira oferta do mercado seja baseada no Android. É claro, você sempre pode buscar opções no lado da Apple, e ainda existem unidades com o estéril Windows 10 Mobile, mas isso não é coincidência. A maioria dos fabricantes adotou a alternativa do Google por seus benefícios claros (com o “custo zero” e seu potencial de modificação à frente), e o que começou como um rival direto para o iOS está prestes a se transformar no sistema operacional mais usado do mundo. O que resta em seu caminho? Obviamente, as versões clássicas do Windows.
De acordo com a equipe do StatCounter, o Android fechou o mês de fevereiro com uma presença de 37,4%, contra 38,6% do Windows. A queda registrada pelo Windows no prazo de cinco anos é assustadora. A Microsoft começou o ano de 2012 dominando mais de 80% do mercado. Enquanto a Redmond pagava uma fortuna pela Nokia apenas para jogar seu cadáver de lado, o Android continuou ganhando terreno, um dispositivo por vez. O Windows ocupa 84,1% do mercado em computadores convencionais, e o StatCounter reconhece que “ganhou a guerra do desktop”, embora também destaque que o campo de batalha evoluiu. O Windows mantém sua força tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, mas está caindo aos pedaços na Ásia, com 29,8% do mercado, um número que empalidece diante dos 51,8% do Android.
Todas as apostas da Microsoft estão no Windows 10, na sua compatibilidade com a arquitetura ARM e na visão de uma experiência única, independentemente do dispositivo. Pelo lado do Android, as flechas apontam para uma inevitável fusão com o Chrome OS, decisão que permitiria assimilar um sistema de atualizações muito mais robusto do que o atual e reduzir o impacto da fragmentação.